ESAIC Recomenda Monitoramento Contínuo e Não Invasivo de Hemoglobina: Um Avanço para a Anestesiologia Brasileira
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ESAIC Recomenda Monitoramento Contínuo e Não Invasivo de Hemoglobina: Um Avanço para a Anestesiologia Brasileira

A Sociedade Europeia de Anestesiologia e Terapia Intensiva (ESAIC) endossa o monitoramento contínuo e não invasivo de hemoglobina, uma tecnologia que promete otimizar o manejo transfusional e a segurança do paciente. Esta recomendação é particularmente relevante para a prática anestesiológica no Brasil, oferecendo uma ferramenta valiosa para a tomada de decisões em tempo real e a redução de riscos associados à anemia perioperatória.

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Conteúdo verificadoFonte: ESAIC
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A Sociedade Europeia de Anestesiologia e Terapia Intensiva (ESAIC) publicou recentemente um posicionamento que destaca a importância e os benefícios do monitoramento contínuo e não invasivo de hemoglobina. Esta recomendação, divulgada através de canais como o da Masimo – uma das empresas líderes no desenvolvimento dessa tecnologia –, representa um marco significativo para a prática anestesiológica e de terapia intensiva em todo o mundo, incluindo o Brasil.


Para os anestesiologistas e residentes brasileiros, essa diretriz da ESAIC sublinha a crescente valorização de tecnologias que permitem uma vigilância mais apurada e menos invasiva dos parâmetros fisiológicos cruciais. O monitoramento contínuo da hemoglobina, sem a necessidade de coletas de sangue repetidas, oferece uma visão dinâmica do estado hemodinâmico e da oxigenação do paciente. Isso é particularmente útil em cenários de sangramento agudo, cirurgias de grande porte com potencial perda volêmica significativa, pacientes críticos em terapia intensiva, ou mesmo em situações de manejo de anemia perioperatória.


A capacidade de obter leituras de hemoglobina em tempo real pode otimizar as decisões clínicas relacionadas à transfusão sanguínea, evitando tanto transfusões desnecessárias – com seus riscos inerentes, como reações transfusionais, infecções e sobrecarga circulatória – quanto o atraso na correção de uma anemia grave, que pode levar à isquemia tecidual e disfunção orgânica. No contexto brasileiro, onde o acesso a exames laboratoriais rápidos pode ser um desafio em algumas instituições ou regiões, e a disponibilidade de hemocomponentes pode variar, uma ferramenta que forneça dados contínuos e não invasivos ganha ainda mais relevância. Ela pode auxiliar na gestão mais eficiente dos recursos e na melhoria da segurança do paciente.


Além disso, a implementação dessa tecnologia pode contribuir para a adesão a protocolos de Patient Blood Management (PBM), que visam otimizar o volume sanguíneo do paciente, minimizar a perda de sangue e racionalizar o uso de transfusões. A ESAIC, ao endossar essa prática, reforça a tendência global de buscar métodos mais seguros e eficazes para o manejo do paciente cirúrgico e crítico. A Masimo, mencionada como fonte dessa notícia, é uma das empresas que desenvolve essa tecnologia, utilizando métodos como a oximetria de pulso avançada para estimar a concentração de hemoglobina total (SpHb®).


Em suma, a recomendação da ESAIC para o monitoramento contínuo e não invasivo da hemoglobina é um avanço que merece a atenção da comunidade anestesiológica brasileira. Ela não só aprimora a capacidade de vigilância e resposta clínica, mas também se alinha com as melhores práticas internacionais de segurança do paciente e gestão de recursos em saúde.


Fonte original: European Society of Anaesthesiology and Intensive Care (ESAIC) e Masimo - Investor Relations.

DC

Fonte editorial

Dr. Steve Coppens

Anestesiologista Regional — Bélgica / ESAIC

Anestesiologista e especialista em anestesia regional da Bélgica. Membro ativo da ESAIC (European Society of Anaesthesiology and Intensive Care). Palestrante no Euroanaesthesia 2025 (Lisboa) e no World Day of Regional Anaesthesia 2026. Referência europeia em POCUS e anestesia regional guiada por ultrassom.

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