Relato de Caso: Resgate de Hemotórax Maciço Pós-Nefrolitotomia Percutânea Guiado por Ultrassom Point-of-Care
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Relato de Caso: Resgate de Hemotórax Maciço Pós-Nefrolitotomia Percutânea Guiado por Ultrassom Point-of-Care

Este relato de caso aborda uma complicação rara, porém grave, da nefrolitotomia percutânea (NLPC): o hemotórax maciço de apresentação oculta. Destaca a importância do ultrassom point-of-care (POCUS) como ferramenta diagnóstica e terapêutica essencial para anestesiologistas no manejo rápido e eficaz dessa emergência, otimizando desfechos em um cenário cirúrgico urológico comum no Brasil.

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Conteúdo verificadoFonte: Frontiers in Anesthesiology
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A nefrolitotomia percutânea (NLPC) é um procedimento urológico amplamente realizado para o tratamento de cálculos renais complexos. Embora seja uma técnica eficaz, não é isenta de riscos, e o anestesiologista desempenha um papel crucial na identificação e manejo de suas potenciais complicações. Uma das intercorrências mais temidas, e felizmente rara, é o hemotórax, que pode ser maciço e potencialmente fatal. Este relato de caso, originário da revista Frontiers in Anesthesiology, ilustra a importância do ultrassom point-of-care (POCUS) no diagnóstico e resgate de um hemotórax maciço após NLPC, uma situação que exige resposta rápida e precisa.


O hemotórax é uma complicação da NLPC que ocorre tipicamente durante ou imediatamente após o procedimento devido a lesão pleural. A proximidade do rim superior com o diafragma e a pleura torna essa região particularmente vulnerável durante a punção percutânea. No contexto brasileiro, onde a NLPC é uma cirurgia frequente em grandes centros urológicos, o anestesiologista deve estar ciente dessa complicação, mesmo que incomum. A apresentação de um hemotórax maciço pode ser insidiosa, especialmente quando o sangramento se acumula lentamente, resultando em um quadro inicialmente oculto. Isso representa um desafio diagnóstico significativo, pois os sinais e sintomas clássicos podem demorar a aparecer, e exames iniciais, como a radiografia de tórax, podem não revelar a extensão total do problema ou ser tardios.


Nesses casos, o POCUS emerge como uma ferramenta diagnóstica inestimável. A capacidade de realizar uma avaliação pulmonar e cardíaca rápida e não invasiva à beira do leito permite ao anestesiologista identificar acúmulos de fluido pleural (sangue, neste caso) e avaliar o comprometimento hemodinâmico em tempo real. A visualização direta do derrame pleural e a estimativa do seu volume podem guiar a tomada de decisão para a intervenção, como a drenagem torácica. Além do diagnóstico, o POCUS pode ser utilizado para guiar a inserção do dreno torácico, aumentando a segurança e a eficácia do procedimento e minimizando o risco de lesões iatrogênicas. Para os anestesiologistas e residentes no Brasil, a proficiência em POCUS é cada vez mais um diferencial e uma necessidade para o manejo de emergências perioperatórias, incluindo complicações de procedimentos como a NLPC. A rápida identificação e intervenção baseadas em POCUS podem ser decisivas para a sobrevida do paciente, transformando um cenário de alto risco em um desfecho favorável.


Fonte: Frontiers in Anesthesiology

AS

Fonte editorial

Aditya Shah

Pesquisador em IA — Central Michigan University

Estudante de medicina na Central Michigan University College of Medicine, Saginaw. Pesquisador em inteligência artificial aplicada à anestesia pediátrica. Autor principal de revisão sistemática apresentada no ANESTHESIOLOGY® 2025 (ASA) sobre IA em anestesia pediátrica.

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DR
Dr. Teste AnestesiologistaAnestesiologista — R25d

Excelente artigo! Muito relevante para a prática clínica.

Debate Clínico(1 comentário)

DA
Dr. Teste AnestesiologistaAnestesiologista — R2Brasil

Excelente artigo! Muito relevante para a prática clínica.

há 6 dias

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